Segundo o Instituto Gallup, 70% do nível de engajamento dos empregados é atribuído à qualidade do chefe

Investir em treinamento de liderança é premissa básica  para construir equipes engajadas, colaborativas e comprometidas com os resultados. 

Ao longo dos próximos parágrafos, vamos desvendar os desafios da formação de liderança em cada nível, ajudando RHs e líderes de educação corporativa desenvolver novos líderes, impulsionar a média liderança e manter a aprendizagem ativa na alta direção. 

O que é treinamento de liderança e porque investir 

Treinamento de liderança é um processo que visa tanto identificar potenciais líderes, e desenvolvê-los para ocupar esse papel, quanto reforçar as habilidades e comportamentos esperados dos líderes atuais, colaborando no seu desenvolvimento contínuo.

 

Quando o assunto é capacitação de liderança, algumas empresas se vêem em frente a um dilema: vale a pena investir no desenvolvimento de um programa interno de treinamento de líderes, ou o melhor é contratar profissionais "prontos" do mercado?

Segundo a HR Leadership Insights, 65% líderes formados internamente alcançam bom desempenho. Dos líderes contratados, apenas 52% alcançam o resultado esperado. 

Muito além de estar a frente de processes, os líderes são responsáveis por:

As responsabilidades de um líder

Por isso, a formação e treinamento de lideranças deve ser um processo interno e contínuo. Mesmo um profissional recrutado recentemente para assumir um cargo de gestão deve passar por uma jornada interna de capacitação. 

Para que todo seu conhecimento técnico faça sentido para o negócio e para as pessoas, ele precisa entender a cultura da empresa. E só vai conseguir isso mergulhando profundamente nela. 

Duas empresas concorrentes, que oferecem soluções tecnicamente idênticas, conquistam públicos diferentes. O motivo? As pessoas que entregam o serviço. 

Os talentos são os ativos mais valiosos em um negócio. A capacidade de uma empresa de formar novas lideranças é, também, uma estratégia para atrair e reter bons profissionais. 

Treinamento para líderes: identificando os desafios de cada nível

Conforme o líder se desenvolve, suas necessidades de aprendizado mudam. Independente do tempo de experiência e conhecimento adquirido até aqui, para ser um líder referência, é preciso dedicar-se à capacidade de aprender continuamente

Os conhecimentos necessários em cada fase da liderança progridem, adequando-se aos desafios que o líder enfrenta no seu dia a dia. 

  • Nova Liderança: busca dominar o básico da liderança, formar, desenvolver e gerenciar times de alto desempenho, engajamento e resultados. 
  • Média Liderança: após dominar o básico, o líder precisa estar focado em formar e novos líderes, evoluir sua visão sistêmica, seu papel como embaixador da cultura e dominar planos estratégicos.
  • Alta Liderança: deve se preparar para guiar equipes e empresa, no cenário de mudanças, transformações e tendências. Criam estratégias e ações inovadoras e competitivas para o negócio, promovendo uma cultura humanizada e colaborativa.

Por exemplo, um profissional recém promovido a um cargo de coordenação deve estar focado em gerenciar seu próprio time, e não toda a arquitetura da empresa. Esse último é um desafio da alta direção. 

Uma jornada de desenvolvimento contínua, direcionada para cada nível, traz assertividade e relevância prática para a rotina do líder. 

Observe no gráfico abaixo como os conhecimentos necessários vão mudando conforme o líder avança na sua jornada

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Treinamento de liderança: guia completo para nova, média e alta direção

A jornada de formação de um líder pode iniciar antes mesmo dele ocupar essa posição. As empresas que investem em treinamento e desenvolvimento de pessoas são mais propensas a identificar perfis, que podem ser direcionados para um programa de desenvolvimento. 

O primeiro passo, antes de iniciar uma jornada de formação de liderança, é buscar a resposta para duas perguntas.

Qual perfil de líder a sua empresa quer formar? 

Quais aspectos da cultura eles devem representar?

As respostas para esses questionamentos devem ser construídas pelo departamento de Recursos Humanos junto à alta direção. 

Os líderes são responsáveis por formar, além das equipes, as novas lideranças da empresa. Por isso, ter clareza sobre os aspectos culturais que eles devem promover e representar influencia diretamente o presente e futuro do negócio.

Há diversos perfis de liderança, que são requisitados em diferentes momentos e contextos do negócio.

A consultoria Page Group, por exemplo, revelou os quatro tipos de liderança que se destacam em períodos de incertezas.

Diferentes tipos de liderança: cético, orientado a pessoas, autocentrado, confiante.

Um líder não precisa, necessariamente, estar em uma dessas quatro categorias. Ele pode transitar entre elas, de acordo com seu perfil, com a formação que a empresa proporciona, e com os desafios que ele precisa enfrentar. 

ConqueRHacks: no cenário de transformação aceleradas que vivemos, a habilidade de se adaptar será cada vez mais decisiva nos negócios. RH, inclua treinamentos e dinâmicas de adaptabilidade na jornada de aprendizagem dos líderes do seu negócio. 

Com a resposta para às peguntas acima nas mãos, vamos entender como montar um treinamento de liderança, com trilhas de aprendizagem para cada nível de liderança - nova, média e alta - desvendando os desafios de cada fase. 

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Nova Liderança: princípios e primeiros passos 

Aprendendo a liderar a si mesmo

Autoconhecimento

O primeiro desafio do profissional que inicia sua trajetória como líder é, antes de conhecer os outros, ter percepções sobre si mesmo. 

Quais são seus pontos fortes? E quais são seus pontos de melhoria? 

Ao se conhecer, o líder pode criar estratégias e planos de ação para construir uma jornada mais leve. 

Por exemplo, se ele é uma pessoa mais produtiva pela manhã, e ao longo do dia vai ficando mais introspectivo, é importante ele priorizar as atividades que demandem mais energia ou interação com outras pessoas logo pela manhã.  

Uma boa ferramenta para o autoconhecimento é identificar os sabotadores, ou seja, nossos inimigos internos, o que nos fragiliza. São pensamentos e comportamentos que nosso cérebro gera para nos proteger de determinadas situações. 

Podemos ter, por exemplo, o sabotador prestativo, que ajuda todo mundo, mas esquece de se priorizar. Ou o hiper-vigilante, que está sempre com a sensação que tudo vai dar errado. 

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Autogerenciamento

Peter Drucker, considerado o pai da Administração, afirmava que "se você não gerenciar seu tempo, não poderá gerenciar coisa alguma"

Essa frase é um ótimo resumo sobre o papel do autogerenciamento na liderança. 

Como líder, você é responsável pelo seu tempo, e pelo tempo de outras pessoas. 

Saber organizar e otimizar as duas esferas é essencial para uma liderança de sucesso.  

O autoconhecimento é a primeira etapa para o autogerenciamento.  Isso porque, ao se conhecer, você compreende suas limitações, é capaz de traçar planos de melhoria para si mesmo e também para outras pessoas. 

Há algumas atitudes que impulsionam o autogerenciamento, como controle do tempo, busca por autodesenvolvimento, cuidado com a saúde física e mental. Separamos aqui algumas dicas de ferramentas que podem colaborar nesse processo.

  • Gerenciamento de tempo: implantar um sistema para gestão de tarefas e prazos: Trello, Asana, Notion
  • Gerenciamento de aprendizagem: buscar por cursos e formações para aprendizagem contínua. A Conquer, por exemplo, possui uma plataforma exclusiva de cursos para autodesenvolvimento. Saiba mais aqui! 
  • Cuidado com saúde física e mental: estabeleça uma rotina de exercícios, e transforme isso em um compromisso. 

Formação e desenvolvimento de equipe: criando uma cultura forte

Após conhecer melhor sobre si, e como lidar com seus pensamentos e planejar ações, é hora de começar a pensar na sua equipe.

Formar uma equipe forte, alinhada à cultura empresarial, exige esforço, disciplina e tomada de decisão. 

Além de recrutar, é preciso engajar. E, também, compreender quando chega o momento de encerrar o vínculo com o colaborador. 

Uma pesquisa realizada pela Ultimate Software apontou que entre 70% e 90% do tempo de trabalho de um líder é dedicado a algum tipo de comunicação. 

Delegação de tarefas, apresentação de metas, reuniões de alinhamento e briefing, tudo isso faz parte da rotina de comunicação. Insira, também, o feedback como parte fundamental.

Em todos esses processos, a proximidade do líder reforça os laços de confiança, e gera segurança para ele tomar decisões. 

Contratação

A contratação bem alinhada é estratégica para que o processo de trabalho flua bem. Nessa etapa, é importante que o líder participe e fale ao candidato sobre a cultura da empresa, os ritos do time, o que é inegociável, e as expectativas com a função. 

Motivação: como conectar e gerar confiança

Perfis e gerações diferentes são um desafio quando falamos de motivação. Isso porque o que motiva cada pessoa difere de acordo com suas crenças, objetivos e sonhos. O primeiro passo para motivar uma equipe é conhecê-la de fato, compreendendo a individualidade de cada colaborador.

Kit team building

Motivação gera engajamento. Para construir um time motivado, é preciso que haja transparência na relação - de ambos os lados. 

O líder precisa dar abertura para que os colaboradores construam juntos, deem feedback e que estejam abertos a receber também. 

A transparência também está no compartilhamento do máximo de informações sobre a estratégia da empresa, metas, e resultados do setor. Isso gera confiança na relação.

Outro ponto que o profissional que exerce a primeira liderança precisa exercitar é a autonomia. Tanto aprender a ter autonomia, quanto a proporcioná-la ao seu time. 

A autonomia, combinada com alinhamento, garante times produtivos e confiantes. 

Alinhamento X Autonomia
Delegação

A delegação de tarefas não pode ser encarada como algo negativo. Ela representa a construção de uma relação de confiança e de desenvolvimento. As pessoas são motivadas quando recebem estímulos para enfrentar novos desafios. Encare a delegação como uma oportunidade.

Conforme as pessoas do time vão assumindo desafios maiores, todos ganham. O líder passa a ter mais tempo para focar no estratégico, e o time se desenvolve mais rapidamente.  

7 níveis de delegação
Feedbacks

Um feedback é um retorno que você dá a alguém, sobre algum comportamento, entrega ou performance. Ele tem o grande objetivo de alinhar percepções, entre quem dá feedback e quem recebe, e colaborar no crescimento do receptor. 

O feedback ajuda a olhar para o passado, corrigindo o que for necessário no presente, e traçando planos para o futuro. 

Sheila Heen e Douglas Stone para a Harvard Business Review

O processo de feedback pode gerar reações diferentes em cada pessoa. Algumas, ficarão chocadas ou com raiva. Outras, serão resistentes. Já outras, aceitarão e buscarão traçar planos de melhoria.

Por isso, é importante que o líder esteja preparado para agir em cada uma dessas situações. Uma ferramenta que potencializa a gestão de feedbacks são as reuniões 1:1. Elas servem para que líder e liderado tenham um momento formal de discussão e construção - mantendo a constância e o desenvolvimento. 

As reuniões 1:1 podem ser quinzenais ou mensais, de acordo com a necessidade de cada empresa. 

No Conquer RH Club, nosso clube de assinatura gratuito para profissionais de Recursos Humanos e Treinamento & Desenvolvimento, temos um Guia para Reuniões 1:1 Mais Produtivas. Você pode implementá-lo na sua empresa, com seus líderes e equipes. Basta assinar, e você receberá as ferramentas direto no seu e-mail. 

Conquer RH Club

Desligamento

O líder também deve estar presente nos momentos mais delicados. Quando identificado  algum desalinhamento interno, é preciso tomar decisões difíceis. Isso colabora na construção de uma cultura forte.  

Ao demitir uma pessoa, é importante que haja transparência sobre os pontos que levaram à decisão. Isso dá à pessoa a oportunidade de trabalhar na melhoria deles. 

O líder não deve terceirizar o desligamento, por mais difícil que seja. A pessoa fazia parte da sua equipe, então, essa etapa também é sua responsabilidade. 

Gestão de resultados: transparência gera colaboração

Além dos processos de gestão de pessoas, o líder também é responsável por gerenciar indicadores, metas e apresentar os resultados - tanto para o time, quanto para a diretoria.

O time sabe quais são suas entregas e onde deve chegar? Isso é importante para que todos estejam alinhados, e sintam-se responsáveis pela entrega de resultados. Para avançar, o líder precisa contar com seu time. 

Mão Na Massa: reúna seu time e pergunte quais são os 3 principais indicadores de desempenho da equipe e porquê. Com as respostas, reflita sobre o nível de clareza e transparência da equipe. E, caso identifique alguma inconsistência, promova melhorias.

A gestão de resultados pode ser feita seguindo metodologias conhecidas, como Objectives and Key Results (OKR) ou Método SMART. Independente da metodologia, o sucesso dela está atrelado às pessoas que a implementam. 

Descubra como a Conquer ajudou o iFood a atingir NPS 100 na formação de liderança

Média Liderança: desenvolvimento para o alto impacto

A formação da primeira liderança é intensa, e focada em processos que servirão como base para todos os níveis.

Conforme o líder avança no pipeline de desenvolvimento, ele continua executando alguns processos aprendidos na primeira liderança, e vai adquirindo novas responsabilidades e habilidades.

Ao contar com uma equipe forte e engajada, é hora de começar a identificar novos líderes, e guiá-los pelo caminho do desenvolvimento.

 

Formando novos líderes: diversidade de perfis e gerações

 

Para assumir novas responsabilidades, e avançar na jornada de desenvolvimento, o líder precisa intensificar a delegação de tarefas, dar mais autonomia ao time e formar sucessores.

Ouvir, orientar e provocar mudanças de comportamento passam a ser ações cotidianas do profissional que ocupa cargo de média liderança. 

Para que novos líderes surjam, é preciso cultivar um espaço diverso e seguro emocionalmente. 

O líder deve promover a cultura da inclusão, criando ambientes emocionalmente saudáveis para que todos os perfis de profissionais - de diferentes etnias, idades, gêneros e culturas - possam se manifestar e desenvolver profissionalmente, sem receios.

Além do conflito positivo causado pela diversidade de ideias e pontos de vista, equipes com diferentes perfis e gerações tem impactos financeiros. 

A McKinsey & Company afirma que  empresas com diversidade de gênero em cargos executivos têm 21% mais chance de obter lucratividade acima da média. Já as com diversidade étnica e cultural têm 33% mais chance.

Ao estar próximo do seu time, olhando com empatia para os pontos de desenvolvimento de cada colaborador, o líder é capaz de identificar novos líderes e conquistar a confiança desses para desenvolvê-los. 

 

ConqueRHacks: uma estratégia eficaz para identificar perfis de liderança é realizar atividades de teambuilding entre a equipe. Além de motivar, fortalecer laços e estimular a criatividade, as dinâmicas destacam forças e pontos de melhoria dos participantes. Clique aqui e acesse o Kit de Teambuilding exclusivo da Conquer In Company.

 

Impulsionando resultados: presente e futuro

 

Com a engrenagem girando, equipe organizada e produtiva, e transparência nos resultados, é hora de olhar para o crescimento e projetar melhorias. 

Alcançar os resultados junto ao time é ótimo. Mas, para manter o processo relevante, e os times engajados, é importante cultivar o ambiente de crescimento. 

O desafio da média liderança é conseguir projetar esse caminho, minimizando as perdas ao decorrer do tempo.

Instigar a equipe, promover a mentalidade inovadora, e encontrar oportunidades de melhoria constante mantém o negócio relevante para o mercado, e a equipe engajada com os novos desafios. 

 

ConqueRHacks: a mentalidade de crescimento precisa fazer parte da cultura da empresa, para que os times se sintam confiantes em executá-la. Os líderes, e seus times, compreendem a cultura da empresa? Utilize o framework abaixo e descubra quais elementos os colaboradores identificam na cultura da organização.

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Alta Liderança: porque C-Levels não devem parar de aprender

Quando você chega no topo, é natural assumir que este é o limite. Afinal, não há mais cargos à sua frente. Você conquistou o nível máximo. 

Mas, sozinhas, as habilidades técnicas que ajudaram um executivo a chegar ao topo não o manterão lá. 

Assim como na média liderança, a alta liderança continua exercitando ações que aprendeu durante sua jornada de nova  e média liderança - mas em maior escala e complexidade.

Agora, além de formar e desenvolver equipes, a alta liderança precisa estar preparada para arquitetar times e negócios. 

Definir a visão, metas e o planejamento estratégico que irá levar a empresa são os grandes desafios do líder executivo. 

É preciso conciliar velocidade com assertividade.

Além disso, a gestão da cultura também está nas suas mãos. Para disseminar a cultura colaborativa e humanizada, é preciso representá-la.

Por isso, executivos e diretores devem fazer parte de jornadas de treinamento nas empresas. O desafio, para eles, é a aprendizagem e atualização contínua. 

As capacidades técnicas serão cada vez menos exigidas, enquanto habilidades de inovação, resolução de problemas complexos, influência e liderança passam a fazer parte do dia a dia. 

Além disso, treinamentos são oportunidades de se conectar aos seus pares e equipes, compreendendo, de forma mais profunda, o negócio. O que ajuda na tomada de decisões de impacto.

Conheça a nova Jornada de Liderança da Conquer

Com jornadas personalizadas para os desafios de cada fase da liderança a Conquer In Company lança seu novo programa. 

Uma experiência completa pelas três fases da liderança: nova, média e alta. Em cada nível, objetivos e aptidões diferentes são desenvolvidas, encaixando-se nos desafios do dia a dia do líder.

São +500 empresas  +235 profissionais transformados pela metodologia inovadora e mão-na-massa da Conquer. 

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