A pandemia do novo coronavírus vai passar e o grande desafio para as organizações será entender a dinâmica do mundo pós-crise. As organizações precisam se reinventar.

Na verdade, não é necessário fazer nenhum exercício de futurologia para entender o que está por vir.

Em grande medida, as transformações que já estavam em curso foram aceleradas, e as mudanças culturais e comportamentais trazidas pela pandemia já estão exigindo novas posturas e estratégias das empresas.

Quanto antes as organizações se reinventarem e inovarem, mais rápido vão se adequar a uma realidade dinâmica e repleta de possibilidades.

Neste artigo, falo sobre três pontos fundamentais para reimaginar o futuro das organizações: inovação na educação corporativa, metodologias ágeis e Omnichannel. Confira!

Inovação na educação: modelos multiplataforma

Em grande medida, a pandemia e o isolamento social estão derrubando tabus históricos ligados ao trabalho e à educação.

O crescimento da produtividade dos colaboradores no home office é um exemplo disso. Pesquisas internas realizadas por empresas apontam que, em média, 30% dos colaboradores estão mais produtivos trabalhando em casa.

Se não fosse a única alternativa viável durante a pandemia, o trabalho remoto certamente levaria anos para ter seus benefícios comprovados. 

E essa mudança de mentalidade chegou à educação corporativa, que está passando por transformações sem precedentes em forma e em conteúdo. Afinal, é urgente criar um modelo de treinamentos corporativos adequado à atualidade.

As inovações necessárias já são realidade no Conquerlabs, unidade de negócios de consultoria, educação e implementação da transformação digital da Conquer. 

Durante a implementação do nosso principal programa de educação,  Digital Academy, para colaboradores da Rodobens e do IFood, identificamos que existe um limite para o aprendizado diário. Isso pressupõe, por exemplo, que cursos com 8 horas de duração sejam ajustados a uma rotina condizente com a capacidade de absorção de conhecimento.

Com as transformações e o cenário atípico gerado pela pandemia, aprendemos que a duração máxima para uma interação de qualidade entre colaboradores e facilitadores é de 4 horas. É nesse cenário que os modelos microlearning têm um enorme potencial.

Microlearning

Como o próprio nome sugere, microlearning, em tradução literal, significa aprendizado em tempo reduzido. O termo e a prática do microlearning, que já estavam em ascensão antes da pandemia, ganharam ainda mais relevância em um cenário que exige novos conhecimentos com urgência.

Diferentemente do modelo  macrolearning, que prevê o desenvolvimento de uma competência profissional completa, o microlearning atinge um objetivo de aprendizagem específico. Em outras palavras, é um modelo que vai direto ao ponto, solucionando uma lacuna de conhecimento de forma prática e assertiva. 

Na Conquerlabs, nós implementamos o modelo microlearning em nossos treinamentos para garantir mais eficácia no processo de aprendizagem e otimizar o desenvolvimento das habilidades ligadas à transformação digital. 

No lugar das aulas densas de 8 horas, damos prioridade a encontros de 15 minutos a 2 horas, englobando exposição de conteúdo, discussão e atividades práticas.

Multiplataforma

Novos formatos de educação corporativa – virtuais, enxutos, diretos ao ponto – pressupõem, quase que naturalmente, novas plataformas para veicular o conhecimento. 

Nesse quesito, não é exagero dizer que a educação corporativa está passando por uma verdadeira revolução. 

Pílulas de conhecimento, aulas e treinamentos estão sendo veiculados nas mais diversas plataformas disponíveis, seja em perfis fechados no Instagram e conteúdos-relâmpago no Tik Tok, seja em plataformas em que colaboradores podem acessar conteúdos e atividades de onde quiser.

É nesse momento que a inovação bate à porta da educação corporativa, e o grande desafio é conseguir aliar a praticidade da aprendizagem multiplataforma com a eficácia da transmissão do conhecimento e desenvolvimento das habilidades.

O próximo passo é entender rapidamente essas potencialidades para implementar as ferramentas o quanto antes e da melhor maneira possível.

Metodologias ágeis: ferramentas ideais para o home office

De um dia para o outro, a maioria das empresas passaram a fazer reuniões online e multi-plataformas entre os times. Os gestores deixaram de acompanhar a atividade lado a lado, fisicamente, e passaram a avaliar os resultados dos times com olhar mais global. 

Com a necessidade de inovação se tornando cada dia mais inegável, era questão de tempo para que as empresas passassem a utilizar a palavra teste com uma naturalidade nunca antes vista. Mais uma vez, vemos a crise acelerando transformações que já estavam acontecendo nas organizações.

Nesse cenário, ganha importância da implementação de metodologias ágeis para fazer entregas rápidas e com qualidade. O maior desafio, contudo, é garantir que isso seja feito no home office.

O trabalho remoto é uma ruptura cultural. Ele questiona entendimentos ultrapassados sobre o que é liderança, por exemplo. Vemos uma quantidade inédita de líderes apostando na autonomia e na segurança na gestão de seus times. 

E nada mais adequado a esse modelo de gestão do que as metodologias ágeis, discutidas incansavelmente pelos entusiastas da inovação nos últimos anos.

O modelo Squad, por exemplo, se tornou uma alternativa quase obrigatória para o momento que estamos vivendo. Baseado na autonomia, ação, reuniões frequentes e decisões rápidas, essa metodologia passou a fazer parte da rotina de organizações dos mais diversos portes e setores de atuação.

Mais do que nunca, é necessário implementá-lo em larga escala, para que as organizações possam ser mais produtivas, eficientes, inovadores e flexíveis. Dito de outra maneira, para que elas estejam preparadas para um futuro dinâmico e incerto.

O consumidor virou Omnichannel: e agora?

O consumidor se tornou multicanal. Hoje, é possível comprar quase tudo de quase todos os lugares.

E, com as barreiras entre o online e o offline cada vez mais sutis, estamos diante de uma nova lógica de consumo, baseada principalmente na praticidade, na melhor experiência possível e, claro, do distanciamento social. É aí que o Omnichannel entra em cena.

Nesse cenário, como agir?

Omni vem do latim e significa todo, e channel, do inglês, quer dizer canal. Ter uma estratégia omnichannel, portanto, é utilizar a integração de todos os canais de vendas e atendimento online e offline para proporcionar uma experiência melhor ao consumidor.

O primeiro passo é entender que o omnichannel, que era uma tendência, se tornou indispensável para o varejo. Por afinidade ou por falta de opção, um público cada vez maior está cedendo às compras virtuais.

Novas categorias de produtos, que levariam anos para atingir um bom percentual de compras online, chegaram a 30%, 40% ou até mesmo 50% em apenas 3 meses.

Gerenciar essa nova jornada com uma perspectiva omnichannel exige o uso de novas ferramentas tecnológicas, novas metodologias de trabalho e a construção de estratégias compatíveis com essa lógica de consumo.

E o momento pede urgência. 

Pensando nisso, o Conquerlabs desenvolveu o programa de educação corporativa voltado ao omnichannel: o programa Canais e Comportamento do Consumidor. 

Um programa exclusivo da Conquer, com metodologia mão na massa e com professores que são referência no mercado, e que prepara as organizações para atender o novo consumidor multicanal.

Quer saber mais sobre o programa? Clique aqui e entre em contato com a nossa equipe!