Se você tem planos de morar fora ou está amadurecendo a ideia, não pense que é de um dia para o outro, ou que é uma mudança simples. Muito pelo contrário: para trabalhar no exterior, é necessário organização para mitigar todos os riscos e ir de uma forma mais tranquila. 

Costumo dizer que o mercado de trabalho no exterior, principalmente na Europa, está tão aquecido quanto no Brasil. Por isso, grande parcela das empresas está buscando talentos fora. 

Mas e por que os brasileiros? Segundo o Data Ana (no caso uma pesquisa empírica, baseada em muitas conversas com recrutadores e hiring managers), o ponto chave para contratação de brasileiros é a resiliência, a responsabilidade e, claro, o custo

Trabalhar no exterior: por onde começar?

Antes de sair se candidatando para todas as vagas, é necessário saber o que é importante para você num país, porém entendendo que você não vai ter só coisas boas, além de colocar os pés no chão para saber que você terá que abrir mão de algo.  

Pesquisar e falar com as pessoas que moram nos locais pode ser uma boa estratégia para começar os planos de trabalhar no exterior. 

Áreas e países com oportunidades

Os países têm necessidades diferentes, mas posso garantir que há oportunidades para diferentes áreas. Tecnologia, Produto, Design, Marketing, Operações e Recrutamento são as áreas que acabam dominando em termos de vagas. 

Os países são os mais diversos: Holanda, Alemanha, Suécia, Espanha, Portugal, França, Inglaterra, Estônia e Hungria são alguns exemplos.

Com exceção de Portugal, nos demais países, o uso do inglês é imprescindível. Por isso, lá no começo, eu disse que era importante organização e planejamento para tirar do papel o plano de ir trabalhar no exterior.

Como se candidatar

Depois de ter os países mapeados e de saber o que é importante para você, é hora de organizar sua aplicação para trabalhar no exterior. 

Vou te falar que não é tão diferente do Brasil. O currículo precisa ser mais direcionado para aquela área e empresa a que você está se candidatando. Então, personalizar o currículo é uma dica, além de estar em inglês, é claro. 

O Linkedin continua sendo a principal ferramenta de busca, porém as empresas também usam o Glassdoor. Além disso, entrar na página de carreiras da empresa com a qual você se identificou é sempre uma boa pedida. 

Visto e realocação

Nem sempre estará no descritivo da vaga que a empresa oferece o patrocínio de relocação e visto, mas não deixe que isso seja um impeditivo para você se candidatar e ter a oportunidade de trabalhar no exterior. 

Até porque cada país tem a sua particularidade no que tange vistos: em alguns, o processo é mais rápido e menos burocrático; em outros, pode demorar mais de 6 meses. 

Por mais que a maioria das empresas tenha o benefício de realocação, os custos saem do seu bolso e depois você é reembolsado. De novo, aparece a necessidade da organização aqui. 

Enfim, vale a pena trabalhar no exterior? 

Se para você já está batido o martelo que quer ter a experiência de trabalhar no exterior, pode ter certeza que eu vou ser a pessoa que vai te encorajar a ir. 

É fácil? Não é, há uma romantização muito grande sobre morar fora. Muitos imaginam os problemas evaporarem e que vão viver o “fantástico mundo de alguém que mora fora”. 

Eu estou aqui para te dizer que vale a pena, mas tudo vai depender do seu momento de vida. Eu não vou ser a pessoa que vai dizer: larga tudo e vai. Vou ser a pessoa que vai dizer: se organiza e vai. 

O morar fora ainda é muito elitizado, se pensar que 5% da população fala inglês e somente 1% fala fluentemente. O acesso ao idioma está começando a ser mais democratizado e eu fico muito feliz com esse passo. 

E, depois que você dá o primeiro passo, as coisas fluem de outra forma. E, quando esse passo se transforma numa possibilidade no exterior, as coisas aceleram

Cheguei no país novo, e agora?

Quando você chegar, terá um choque cultural muito grande, independentemente do país que você estiver. Principalmente, se o idioma predominante for o inglês. Até virar a chave, o bicho pega, mas, de novo, as coisas vão acontecendo. 

Você vai se adaptando, conhecendo as pessoas, vendo como potencializar os seus pontos fortes, e aqui eu te garanto que todo o aprendizado no Brasil vai valer a pena para que você possa se destacar em sua carreira

Ana Laura Schmidt
Psicóloga, recrutadora e brasileira morando em Amsterdam. Idealizadora do projeto @agoramundoafora que tem o intuito de levar informações para brasileiros com interesse em imigrar para Europa. 

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