Com tantos novos players digitais chegando no mercado, as empresas tradicionais precisam incorporar a inovação para manter o crescimento (ou até sobreviver) no mundo digital, em constante mudança, que vivemos hoje.

E estar presente nas redes sociais ou adotar as últimas tecnologias não significa que você é digitalmente competitivo.

A verdadeira transformação digital está muito mais intrínseca na estratégia, na cultura, na rotina e nas pessoas.

Você está preparado para a Transformação Digital? Você está movendo-a ou sendo movido por ela?

Ao longo dos meus 20 anos de experiência com inovação em diversos segmentos, desde Natura a Sanofi, lecionando na Fundação Cabral e hoje, fundador do Conquer Labs, encontrei muitos líderes e profissionais de gestão de pessoas que entendem a importância mas ainda não tem claro quais caminhos seguir para alcançar uma maturidade digital maior.

Tudo começa nas pessoas, de fato, a capacitação de habilidades como gestão ágil e inteligência emocional dos colaboradores é muito importante. 

Mas antes de promover treinamentos, workshops, palestras e outras iniciativas, vamos entender melhor qual o cenário da SUA empresa, qual a maturidade digital dela e quais os reais gargalos que precisam ser desenvolvidos e as fortalezas que podem ser alavancadas.

No Conquer Labs, criamos um diagnóstico para mapear o cenário digital das empresas para a partir dele elaborarmos ações mais assertivas de treinamento, projetos e consultoria.

Ele é baseado em nossos conhecimentos do mercado brasileiro junto com os 5 Pilares do Playbook de Transformação Digital do David. L. Rogers, que vou explanar a seguir:

Os 5 pilares da Transformação Digital

David L. Rogers criou o Playbook para guiar as organizações pré-internet a vencer no mundo digital. O autor é consultor de estratégia digital em empresas como Google, Toyota, Visa e China Eastern Airlines e diretor dos programas executivos da Columbia Business School nessa área.

Segundo o especialista, existem 5 grandes pilares chaves que sustentam os desafios competitivos para a digitalização.

Através desses pilares, as tecnologias digitais estão redefinindo os princípios e regras pelas quais as empresas devem operar para obter o sucesso.

De forma simplificada, as tabelas a seguir mostram as principais atualizações e estratégia a adotar dentro de cada pilar:

Vou entrar um pouco dentro de cada pilar para contextualizar melhor.

1. Clientes - Da massa para as redes de conexão e comunidades

Os clientes estão atuando de forma conectada em redes, influenciando e redesenhando a reputação dos negócios juntos, e não mais puramente como indivíduos isolados. 

Antes, o pensamento era: fazer um produto para atingir o máximo de clientes possíveis e comunicar em massa para alcançar e convencer o máximo de pessoas ao mesmo tempo. 

Hoje interagimos e nos relacionamos de outra maneira. 

E através das redes existe um poder enorme para engajar, empoderar e co-criar com o cliente, colocando-o no centro, e integrando-o como parte essencial no processo de desenvolvimento dos produtos e serviços e na oferta dos mesmos. 

O cliente não é só o fim, mas também o meio.

Assim sabemos e entregamos não o que ele quer, mas o que ele precisa, antes mesmo dele saber que precisa.

A Doritos promove diversas ações em que envolve o cliente e conta com o seu entendimento e colaboração.

O vídeo mostra um lançamento de uma embalagem que resolve uma situação recorrente de quem consome Doritos:

2. Colaboração - Mais parcerias e plataformas, menos rivalidade

A concorrência está cada vez menos óbvia, menos binária.

O segmento de aviação, por exemplo, está perdendo demanda de viagens executivas conforme surgem as plataformas de comunicação e colaboração como Zoom, Teams, Google Meets, Miro, Mural e milhares de outras soluções online que vem crescendo para suprir a necessidade de reuniões de negócios - porém a distância.

O problema que essas empresas resolvem é o mesmo, mas atuam em âmbitos completamente distintos.

Isso não quer dizer que não devemos olhar para elas.

Pelo contrário, precisamos estar ainda mais atentos aos movimentos dos mercados e trabalhar mais com parcerias e menos com rivalidade.

Isso se observa muito na crescente de intermediários de produtos e serviços diferentes, como as plataformas de Marketplace, AirBnBs e iFoods da vida.

O foco hoje está na entrega por maior valor para o cliente através de diferentes modelos de negócios.

E a colaboração é uma grande oportunidade para isso, além de ser uma tendência em todos os âmbitos da sociedade, é uma parte essencial da Transformação Digital:

3. Dados - Informações e Ativos para alavancagem dos negócios

"Data-driven", "Big Data", "Data Strategy"...os tais dos dados nunca foram tão famosos. 

A frase “dados são o novo petróleo” já virou clichê, mas não a toa.

Segundo Gartner, a cada dia são gerados em média 2,2 milhões de terabytes de novos dados no mundo, o que equivale a quase 125 milhões de anos em filmes. 

Logo quando você acorda e abre seu app de meditação, já começa a gerar dados de uso no aplicativo, depois utiliza o Google para ver notícias, gerando dados de navegação na web, e então sai para correr na rua, enviando dados de localização para o celular.

Dados estão em todos os lugares em todos os momentos nas diversas tecnologias do dia a dia e podem e devem ser utilizados para melhorar a vida das pessoas e dos negócios, desde entregar experiências personalizadas a estudos de inteligência de mercado.

Waze utiliza dados de trânsito gerados pelos próprios usuários para entregar informações de tráfego. Netflix faz sugestões de filmes e séries baseadas nos dados que você gerou, ao navegar na plataforma.

E não precisa ir tão longe. 

Redes de varejo estão apostando crescentemente no uso de dados para a estratégia de canais Omnichannel, estando onde o cliente está e entregando o que ele precisa em qualquer lugar e hora, como mostra o vídeo:

O desafio é como manejar, gerenciar e transformar esses dados em informações e ativos para alavancar os negócios.

4. Inovação - Experimentações e testes recorrentes para aprendizados constantes

Antes de falar sobre inovação, é importante desmistificar o significado dessa palavra. Logo pensamos em Elon Musk, carros autônomos e produtos disruptivos, futuristas e high tech.

Mas inovar é mais acessível e está bem mais perto do que isso. 

Inovar não é ter uma ideia que ninguém teve, lançar e colher os frutos. Isso é inventar. 

Inovar é criar uma constante de criação e teste de ideias e melhorias para dentro e fora dos negócios. 

Inovar é responder às mudanças e incertezas rapidamente, é adaptabilidade, é colaboração, é falhar cedo e barato para aprender rápido e gerar valor contínuo para o cliente e impacto positivo para a sociedade.

Ainda muitas empresas tradicionais possuem um velho estigma de que o erro é fatal e deve ser evitado a todo custo - pois o custo de falhas no passado era de fato muito alto. Porém a tecnologia facilitou muito a elaboração e implementação de testes e experimentações em todos os âmbitos. 

E é muito mais simples realizar um MVP hoje do que era antigamente.

[MVP = Mínimo Produto Viável]

Por exemplo, queremos lançar um novo sistema interno para facilitar o processo de solicitação de demandas ao time financeiro.

Não precisamos contratar e esperar uma equipe tech para colocar no ar e depois ver o que funcionou e não funcionou.

Podemos criar uma proposta similar com formulários, planilhas e aplicativos de comunicação e depois de testar e entender o melhor processo, investimos em algo concreto e grande.

Percebe que não estou falando de produto final? Mas o impacto que isso gera em toda cadeia de negócio tem um efeito significativo na ponta.

E para testar sempre é preciso ter uma cultura de erros, sem aversão aos riscos (porém com consciência dos mesmos), e entender que é a partir deles que se aprende e se acerta.

Imagina se toda a organização pensar e trabalhar dessa forma?

É o que chamamos de cultura de inovação, e ela começa pelo mindset (mentalidade) ágil, como mostra a Cebola Ágil na imagem:

5. Valor - Se reinventar para entregar valor constantemente

O que de fato a empresa tem a oferecer para o cliente? Qual dor/problema que resolve e como?

Apesar de ser o cerne dos negócios, a proposta de valor não deve estar escrita em pedra.

O caos e a rapidez com que tudo está se transformando provoca necessidades diferentes de um ano para outro. 

Compare 2019 com 2021, pré e pós(durante) pandemia, por exemplo.

A arquitetura dos apartamentos estava indo para um caminho de minimalismo dentro do quadrado de moradia enquanto o funcional e lazer estavam indo para fora, no condomínio, nos espaços compartilhados. 

Agora, diante a quarentena, se pede um ambiente propício para um convívio mais longo com a família dentro das 4 paredes, mais entrada de luz, recursos para exercícios físicos em casa e uma navegação equilibrada entre o trabalho e a rotina do dia a dia.

São necessidades e valores praticamente opostos dentro de um mesmo produto.

Por isso, o último pilar da Transformação Digital fala sobre a importância dos negócios estarem à frente das mudanças de comportamentos, necessidades e oportunidades para uma entrega contínua de valor para o cliente e para a sociedade, ainda que isso signifique se reinventar constantemente.

O Diagnóstico de Transformação Digital do Conquer Labs

Pensando em ajudar as empresas a entenderem melhor onde se encontram, quais são as fortalezas e pontos que precisam de mais atenção para melhorias, desenvolvemos o Genoma, um questionário que traz esse diagnóstico de Transformação Digital.

O diagnóstico pode ser feito para uma área específica da empresa ou envolver todos da companhia, de acordo com a necessidade de cada uma.

O Genoma foi baseado nos 5 pilares do David L. Rogers e está em constante evolução conforme vamos aprendendo e entendo a realidade brasileira com nossos clientes.

Em Abril, vamos lançar um relatório completo do Genoma, com os insights do cenário de Transformação Digital no mercado brasileiro, a partir de um compilado de diagnósticos realizados em 2020.

Você pode reservar uma cópia do relatório aqui e aproveitar para solicitar o diagnóstico da sua empresa.

Os insumos do Genoma, juntamente com outras pesquisas internas, são guias para o desenvolvimento e entrega dos nossos produtos que envolvem desde consultoria a treinamentos e workshops em temas como Metodologias Ágeis, Liderança para Inovação, Design Thinking, Customer Centricity e tudo que impulsiona a Inovação e digitalização nas organizações.

Nosso objetivo é acelerar os negócios no Brasil através da inovação e das oportunidades que o novo mundo digital oferece.