Você lembra quando o auge da evolução era jogar o jogo da cobrinha em um celular da Nokia há 20 anos? Calma, eu já vou te explicar o que isso tem a ver com a Nova Economia.

Hoje, podemos rir com uma dose de nostalgia das mudanças tecnológicas. Mas outro ponto curioso é perceber que a Nokia, marca líder disparada em celulares naquela época, perdeu uma enorme fatia de mercado para a Apple, Samsung e Huawei.  

O que mudou? O aumento da conectividade, a transformação tecnológica e a revolução comportamental que vivemos levaram a novas formas de conduzir negócios e possibilitaram o nascimento do que se chama de Nova Economia.

Uma das características mais marcantes da Nova Economia é considerar, em primeiro lugar, as necessidades do cliente, o que vem trazendo oportunidades de crescimento para empresas dispostas a inovar e a se adaptar com agilidade

A força da Nova Economia

Quando falamos dessas transformações, falamos de impactos massivos. Aqui vão alguns exemplos ligados à Nova Economia para ilustrar:

  • É esperado que um quarto dos shoppings nos EUA fechem nos próximos cinco anos – uma tendência que se firmava mesmo antes da Covid-19. Em contrapartida, o comércio eletrônico por lá cresceu 44% só em 2020 e já representa 21% do total das vendas no varejo.
  • Mesmo sentindo os efeitos da pandemia no turismo, o Airbnb vale mais do que as três maiores redes de hotéis juntas. 
  • Há apenas sete anos no Brasil, a Uber já conta com 1 milhão de motoristas no país. Isso equivale à população inteira de Maceió (AL). Em outras palavras (ou números!), a 1% da população economicamente ativa do nosso país.

Percebeu que todas essas mudanças são relativamente recentes? Isso significa que na Nova Economia, a única certeza que se tem é a da mudança.

Tá certo, mas o que é a Nova Economia e o que a diferencia do modelo anterior? Como você pode se tornar um profissional preparado para atuar em empresas que estão em constante transformação? E qual é o futuro da Nova Economia?

Vem comigo que vamos falar sobre todos estes pontos no artigo!

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Partindo do começo: o que é a Nova Economia?

Antes de mais nada, eu tenho uma notícia para você: a expressão "Nova Economia" não é tão nova assim. O termo foi criado ainda na década de 80 para descrever empresas de rápido crescimento que estão na vanguarda tecnológica e conduzem o país ao avanço econômico. 

A definição também marca um movimento que passa da venda de produtos para um foco maior na venda de serviços. É claro que ainda compramos e vendemos produtos, mas a venda de serviços, possibilitada pela tecnologia, tem ganhado mais destaque.

E, em relação à venda de serviços, podemos citar outros movimentos trazidos pela Nova Economia, como a Economia Compartilhada (transações entre usuários mediadas por uma plataforma, como Uber, Airbnb, iFood) e Economia Gig (ligada ao trabalho freelancer).

O tempo passou e, dos anos 80 pra cá, a Nova Economia englobou outros atributos. Muitos deles, influenciados pelo aumento da concorrência entre empresas e um novo perfil de consumidor mais ativo em relação ao que deseja, que busca experiências, personalização e um relacionamento íntimo com as marcas.

No prefácio do livro “Nova Economia: Entenda por que o perfil empreendedor está engolindo o empresário tradicional brasileiro”, Fábio Bloisi, CEO do iFood, cita como características de empresas da Nova Economia:

  • Colocam inovação, tecnologia, dados e canais digitais como parte central do negócio.
  • Escutam o cliente e estão dispostas a ajustar planos. 
  • São abertas a novos modelos de gestão.
  • Têm senso de propósito e protagonismo em mudanças sociais como a redução da desigualdade e o aumento da diversidade. 

Além disso, essas empresas costumam ter menos hierarquia em sua estrutura interna, o que descentraliza decisões e agiliza processos.

Velha Economia x Nova Economia

Quer entender melhor as diferenças entre a Velha e a Nova Economia? Dá olhada neste resumo abaixo:

O exemplo da Netflix

Há um case emblemático que explica a diferença entre Velha Economia e Nova Economia. Se você não ouviu falar, vale a pena conhecer. Afinal, essa história virou um clássico para explicar a importância de se se antecipar e entender o potencial das inovações

O ano era 1999. O cofundador da Netflix Marc Randolph e seus sócios batem na porta de John Antioco, CEO da Blockbuster, com uma proposta inovadora para a época: um serviço de aluguel de vídeo via correios. Os sócios da Netflix queriam 50 milhões de dólares pela empresa (para se ter uma ideia, ela vale 158 bilhões hoje).

Não é preciso dizer que o acordo não foi fechado, né? Inclusive, no livro “That Will Never Work: The Birth of Netflix and the Amazing Life of an Idea”, Randolph conta que o executivo da Blockbuster estava tentando segurar a risada durante a reunião.

E a história não acaba por aí. Em 2004, a Blockbuster tentou fazer um serviço idêntico ao da Netflix, de envio de DVD pelo correio. Mas a Netflix já havia dominado o mercado e mais: estava olhando para o futuro, um mundo sem fitas ou DVDs. 

Em resumo, adaptar-se para as mudanças que o mercado demanda é fundamental. E não basta inovar, é preciso fazer isso rápido.

Como se destacar na Nova Economia

Algumas habilidades são essenciais no cenário da Nova Economia e já são prioridade para as empresas desde o momento do recrutamento até o dia a dia.

Da mesma forma, as organizações precisam se analisar constantemente e perceber como podem aproveitar as oportunidades da Nova Economia.

Habilidades que os profissionais devem desenvolver

“Os analfabetos do século 21 não são aqueles que não sabem ler e escrever, mas são aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender”. Essa frase resume bem qual precisa ser a mentalidade dos profissionais da Nova Economia. 

Ela foi dita pelo pesquisador, escritor e futurista Alvin Toffler, referindo-se ao lifelong learning, ou aprendizado contínuo. Aliás, essa é uma das habilidades mais relevantes até 2025, segundo o Fórum Econômico Mundial.

Agora, confira outras habilidades essenciais para se destacar no mercado de trabalho da Nova Economia:

Inteligência Emocional

Só é possível controlar o que você conhece, certo? Ter Inteligência Emocional é, portanto, usar o autoconhecimento para fazer escolhas mais conscientes e construir relações mais saudáveis em todos os âmbitos da vida. 

Conheça os 5 pilares da Inteligência Emocional:

  1. Reconhecimento das emoções
  2. Controle das emoções 
  3. Automotivação 
  4. Empatia 
  5. Habilidades interpessoais

Vale a pena aprofundar neste tema. Por isso, produzimos um artigo completo sobre Inteligência Emocional.

Liderança e autogestão

Organizações mais horizontais têm transformado o conceito de líder. A figura do líder herói (controlador e centralizador) começa a ser entendida como prejudicial para a empresa, dando espaço para que os colaboradores assumam o protagonismo e saibam fazer a autogestão.

Colaboração 

Em um mundo com acontecimentos inesperados e, portanto, cheio de desafios, cooperar para atingir melhores resultados é essencial. Para isso, é preciso estabelecer diálogos construtivos, com escuta empática e compartilhamento de responsabilidades.

Capacidade analítica

Ter pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas complexos já são habilidades obrigatórias. Mas é preciso ir além para conseguir se destacar: ser capaz de tomar decisões com assertividade, agilidade e pensamento crítico.

Alfabetização de dados

A tomada de decisões está cada vez mais descentralizada e as rotinas vêm acompanhadas de uma quantidade crescente de dados e informações para serem analisadas. Portanto, profissionais que sabem fazer esse tipo de análise saem na frente no mercado de trabalho.

Criatividade

A automatização é uma realidade para vários tipos de trabalhos. Um robô pode simplificar atividades, deixando o lado humano do trabalho para nós, os humanos! Portanto, nosso potencial de pensar em soluções inovadoras é um ativo para as empresas. 

E, pode ficar tranquilo, não é uma questão de nascer criativo ou não. Ou seja, a criatividade é treinável e pode (por que não dizer, deve) ser desenvolvida. Por sinal, fizemos um artigo sobre criatividade que dá algumas dicas de como fazer isso.

Adaptação e flexibilidade

Com o mundo em movimento, é indicado que os profissionais possam enxergar os acontecimentos inesperados como oportunidades e não obstáculos – habilidade que o ensino tradicional não ensina. Essa capacidade torna a rotina de trabalho mais fluida e eficiente.

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Práticas recomendadas para empresas

No mundo VUCA (ou seja, Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), as empresas precisam se reinventar de várias maneiras. Veja alguns exemplos: 

Ambidestria 

O conceito  significa pensar no momento atual, mas também no futuro da organização. E ter equipes trabalhando nestes planos. Neste sentido, você pode propor uma transformação total do negócio ou uma inovação ligada à expansão, ou seja, trazer mais clientes.

Inovação antecipatória

Lembra do exemplo da Netflix? Aqui ele cabe bem. É claro que o futuro não é previsível, mas estar atento a tendências e inovar a partir dessa análise é um bom caminho para estar à frente do seu concorrente. 

Gestão da mudança

As mudanças serão cada vez mais frequentes e, por isso, é preciso ser ágil. Isso não significa fazer tudo às pressas, sem considerar variáveis. Portanto, a gestão da mudança é uma metodologia que visa apoiar e preparar os colaboradores em novos processos ou estruturações com o objetivo de se obter os melhores resultados.

Ferramentas para a construção do futuro

Bem-vindo ao futuro da Nova Economia. Ou seria ao presente? As ferramentas que listamos abaixo serão mais frequentemente usadas nas empresas, mas todas elas estão presentes em organizações com um DNA inovador.

Dados Science ou Ciência de Dados

O futuro é data-driven, ou seja, orientado por dados. Aliás, você já ouviu por aí que dados são o novo petróleo? 

Antes de mais nada, para compreender completamente essa afirmação, vale muito a pena ler esta frase de Clive Humby, matemático que estuda o fenômeno: “os dados são o novo petróleo. É valioso, mas se não refinado, não pode realmente ser usado”.

Com a hiperconectividade, as empresas e os clientes produzem uma quantidade gigantesca de dados. Mas ela precisa do nosso lado humano para analisar e, assim, gerar insights, ideias, melhorias ou novos produtos e serviços.

Metodologias ágeis

Um mercado supercompetitivo exige inovações e tomadas de decisão rápidas. Muitas vezes, é esse timing que vai diferenciar uma empresa de sua concorrente. 

Por isso, as empresas tendem a adotar, cada vez mais, as metodologias ágeis. São modelos de gestão mais eficientes e que levam a adiante o propósito da empresa. O objetivo é tanto tornar os processos mais ágeis, como também gerar valor.

Veja quatro valores do Manifesto Ágil:

  1. Indivíduos e interações acima de processos e ferramentas.
  2. Software em funcionamento acima de documentação abrangente.
  3. Colaboração com o cliente acima de negociação de contratos.
  4. Responder a mudanças acima de seguir fielmente um plano.

Design Thinking 

Estamos em uma era em que o consumidor troca informações com outros clientes, pesquisa preços de forma rápida e é cercado por anúncios que querem seu clique. 

Em outras palavras, o cliente é disputado e as empresas que querem conquistá-lo precisam conhecê-lo a fundo. Para isso, as organizações podem contar com o Design Thinking, uma abordagem centrada no usuário que utiliza os princípios do design na criação ou melhoria de produtos e serviços.

Para gerar insights e ideias, o Design Thinking é constituído por três fases: imersão, ideação e implementação. Ao final, são colhidos dados para realizar ajustes de rota.

Metodologia Lean ou Gestão Enxuta

Também associada ao Manifesto Ágil, a Metodologia Lean é uma filosofia de gestão inspirada em práticas e resultados do Sistema Toyota, que visa evitar desperdícios – de tempo, verba, mão de obra, etc.

Dessa forma, é preciso estar atento para problemas que possam estar atrapalhando processos; oferecer apoio à equipe para garantir a qualidade e agilidade das entregas; e estabelecer fluxos de trabalho claros, com priorização de demandas.

Profissões do futuro

Considerando a transformação digital e, com ela, o surgimento de novas funções, algumas profissões estão em alta no mercado de trabalho ou devem surgir nos próximos anos. Veja quais são elas:

Profissões em alta

O futuro da Nova Economia

É contraditório apontar uma direção para a Nova Economia se tudo o que lemos até aqui foi sobre o alto grau de volatilidade e incerteza que vivemos, não é?

Ao mesmo tempo, essas revoluções em um curto período de tempo nos dão uma pista de que a velocidade das transformações será ainda mais rápida: com mais tecnologia, mais automação e, possivelmente, mais descentralização.

Sendo assim, ao invés de apenas responder às mudanças, os profissionais e as empresas deverão se posicionar de forma proativa frente às transformações, aprendendo continuamente. Assim, todos nós estaremos mais preparados para as próximas novidades.

Quer aprender mais sobre Nova Economia? A Conquer liberou seis aulas gratuitas sobre temas nos quais você deve ficar de olho nos próximos anos: Marketing Digital, Data Analysis, Gestão de Projetos, User Experience (UX), Customer Experience (CX) e Product Management (PM).

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