Quando você ouve a palavra "liderança", o que vem à sua mente? Uma pessoa firme e rígida, de postura fechada e, no geral, distante? Ou alguém que faz parte da equipe, oferece suporte e divide seus desafios e fraquezas? Pode-se dizer que o segundo perfil de líder compreende o poder da vulnerabilidade.

Foi-se o tempo em que ser vulnerável era sinônimo de fragilidade. E quando o assunto é a liderança do futuro, não tem como não falar sobre isso. Nesse momento de tantas incertezas e transformações, a vulnerabilidade se torna uma competência fundamental para líderes

Por outro lado, o líder que possui um excesso de autoconfiança, não tolera erros e evita qualquer possibilidade de criar conexões emocionais com os seus liderados já não tem mais espaço no mercado de trabalho.

Neste artigo, você vai entender a importância do poder da vulnerabilidade para os líderes e como ele pode ser um elemento transformador para equipes e times.

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O poder da vulnerabilidade nas empresas

Para quem ainda não entendia a importância de ser vulnerável nas empresas, certamente a pandemia trouxe novas reflexões sobre o tema. Afinal, em um momento de inúmeras incertezas, crises e imprevistos, não há uma pessoa que não tenha passado por dúvidas, medos ou inseguranças nos últimos meses.

Novos modelos de negócio e trabalho foram introduzidos de forma acelerada, desafios inesperados surgiram nas organizações. Mas, para enfrentar situações como essas, foi preciso derrubar barreiras internas e lidar com crenças limitantes.

Em momentos de crise, todos se voltam para o líder esperando o próximo passo.

Quando não existem muitas certezas, somente perguntas sem respostas, a equipe não precisa de um líder herói dizendo que sabe como resolver o problema (afinal, o mundo inteiro não tinha as respostas). 

Portanto, a real necessidade em momentos como esse é de um líder que esteja no mesmo barco, escute as dificuldades e compreenda as condições.

Liderança é muito mais do que estratégia e resultado. Acima de tudo, trata-se do propósito, de garantir que a equipe esteja motivada para conquistar os objetivos pessoais e coletivos. E, se não estiver, é papel do líder colocar as pessoas em primeiro lugar e agir sempre com empatia.

A importância de criar conexões verdadeiras

O ser humano precisa de ligações emocionais. Brené Brown, pesquisadora e especialista em temas como coragem, vulnerabilidade e empatia, falou sobre o assunto em um dos Ted Talks mais assistidos do mundo, O Poder da Vulnerabilidade, e em seu livro, A coragem de ser imperfeito.

“Conexão é o motivo de estarmos aqui, é o que dá propósito e significado à nossa vida. É a razão de tudo.”

Conectar-se emocionalmente com outras pessoas faz parte do ser humano. Assim, conhecer outros indivíduos, socializar, criar laços afetivos, tudo isso é essencial para a vida. 

Aliás, se você parar pra pensar, seus relacionamentos mais importantes são aqueles em que houve uma troca mais profunda. Isto é, aqueles em que você se permitiu construir conexões mais fortes.

As relações começam em família, depois entre amigos, e se estendem para colegas de trabalho e líderes da empresa. E, para criar e fortalecer essas conexões, é preciso ser vulnerável.

Um líder que assume não ter todas as respostas, que aprende com os erros em vez de condená-los e atua com escuta ativa, desperta inspiração e motivação nos colaboradores. 

O poder da vulnerabilidade é fazer com que você se mostre humano, despertando sentimentos como empatia e compaixão. Além disso, permite que as pessoas ao seu redor se conectem com você.

líder vulnerável

Liderar uma equipe com base no quanto você sabe pode funcionar por um tempo. Mas, para exercer uma liderança eficaz e positiva a longo prazo, sua equipe precisa saber o quanto você se importa genuinamente.

3 dicas para exercitar a vulnerabilidade na liderança

1) Reconheça suas emoções e pratique o autoconhecimento

Ser vulnerável é se permitir sentir e ser visto através desse sentimento. Por isso, é preciso ter inteligência emocional para assumir o controle das emoções. É um processo que começa em você.

Entenda como se conectar consigo mesmo antes de se conectar com os outros:

  • Olhe para dentro, reconheça seus gatilhos emocionais positivos e negativos
  • Descubra seus próprios medos e inseguranças, questione de onde eles vêm
  • Observe seus aprendizados e suas conquistas
  • Procure reconhecer seus pontos de melhoria.

Em resumo, para ser vulnerável, é preciso criar conexões emocionais e elas só acontecem quando você aprende a gerenciar suas emoções.

2) Peça ajuda sem medo

Ninguém chega a lugar nenhum sozinho. Ou seja, você tem uma história, um caminho que percorreu até chegar onde está hoje, não é? 

Mas quais foram os desafios dessa trajetória? O que você aprendeu com os erros cometidos? E quem foram as pessoas que estiveram ao seu lado te ajudando nesse processo?

Quando você é liderado por alguém, certamente busca ajuda do seu líder quando precisa. No entanto, existe uma crença de que, ao assumir um cargo de liderança, você precisa ter todas as respostas para orientar a sua equipe

Essa suposição causa insegurança, frustração e estagnação, quando na verdade poderia promover colaboração e crescimento. E conhecer o poder da vulnerabilidade é o que faz a virada de chave entre essas duas realidades.

virei líder, e agora?

Tenha coragem de ser vulnerável e pedir ajuda às outras pessoas. No fim, a resposta pode ser encontrada em conjunto, permitindo que você se desenvolva e fortaleça a relação com os outros membros da equipe.

3) Não fuja dos conflitos, faça com que eles sejam construtivos

Se você está numa sala cheia de pessoas e todas sempre concordam em tudo, algo está errado. Entre os possíveis problemas, um deles pode ser o medo de discordar.

E não só o medo de discordar do que está sendo discutido em uma reunião, por exemplo, mas discordar de outros colegas de equipe ou do próprio líder. É o medo de conflitos em geral. No entanto, se abrir para conflitos também é uma forma de ser vulnerável.

Por isso, nesses momentos, use o poder da vulnerabilidade para estimular conversas construtivas. Ou seja, demonstre que o ambiente permite opiniões diferentes e discordantes, desde que elas promovam a colaboração. Essa é uma forma de ensinar a equipe a não temer o confronto, mas crescer a partir dele.

mitos e verdades do gerenciamento de conflitos

A liderança só é verdadeiramente eficiente quando o foco são as pessoas. Permita-se ser vulnerável, construa relações e crie conexões genuínas com os seus liderados. Sem dúvida, você verá que, com essa mudança de postura, a motivação e os resultados da equipe serão impactados positivamente.

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Nele, você vai conferir dicas para usar a inteligência emocional e a comunicação assertiva a favor de um ambiente com menos conflitos e mais resultados.

Além disso, vai conhecer estratégias para desenvolver times de alta performance e conseguir ter uma rotina mais equilibrada, conseguir inovar e continuar crescendo.

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