Nas última semanas, a Conquer vem discutindo sobre o cenário híbrido de trabalho e, sobretudo, seu impacto nas relações interpessoais e profissionais entre as equipes, lideranças e dos colaboradores com a sua empresa. Na esteira dessa temática, lançamos, inclusive, uma nova edição do RH Week, que discutiu, em 3 dias de farto conteúdo, a gestão híbrida sob três diferentes perspectivas: desenvolvimento de colaboradores, formação de lideranças e cultura empresarial. Tudo isso levando em conta o cenário híbrido. Inclusive, aqui está um conteúdo-resumo dos principais pontos e dicas práticas trazidas por grandes nomes do mercado, que tivemos a honra de receber no evento.

 

Além do RH Week, chamamos alguns embaixadores da Escola Conquer, principalmente profissionais que estejam relacionados a times de Gente, para trazer suas percepções sobre este cenário híbrido. O primeiro texto desta série é da nossa influenciadora Ana Laura Schmidt, profissional com ampla bagagem, passando por empresas como Agibank, Nubank, XP, Just Eat e que, atualmente, é Senior Techincal Sourcer da americana Miro. Ela respondeu 5 questões sobre o novo modelo híbrido de trabalho e como podemos estar um pouco mais preparado para ele. Confira as respostas:

 

Ana Laura, as pesquisas recentes mostram que o híbrido chegou pra ficar, já que tanto colaboradores quanto líderes preferem este modelo. Quais são as principais mudanças do trabalho híbrido?

Eu acredito muito nessa mescla do presencial e remoto, principalmente depois de quase 2 anos vivendo dessa forma, né? Pra mim é uma mudança cultural, as empresas e as pessoas terão de se adaptar a esse novo formato o que será um desafio para todos. Conseguir readequar cerimônias para pessoas que estarão ou no escritório ou no presencial e, principalmente as lideranças conseguirem fugir do microgerenciamento com as pessoas que forem menos frequentemente para o escritório.

 

Como você acredita que times de Gente&Gestão podem trabalhar para diminuir a distância que o híbrido pode trazer e fortalecer as relações interpessoais entre os colaboradores e também dos colaboradores com a própria empresa?

A comunicação é a chave de tudo, investir em treinamentos de lideranças, fortalecer os times de business partner para que os colaboradores também se sintam acolhidos pela empresa quando tiver algum problema acontecendo. E, principalmente criar um ambiente seguro.

 

Muita gente que lê a Conquer, aqui no Blog, trabalha com desenvolvimento de pessoas. Que tipo de práticas eles podem adotar para criar boas jornadas de aprendizagem e estimular a evolução dos colaboradores num contexto híbrido?

Conseguir proporcionar que a maioria dos treinamentos possam ser feitos tanto remotos quantos presenciais, e para isso é necessário investir tempo e tecnologia. Tem treinamentos que talvez funcionem melhor se for presencial e aí é importante frisar essa importância. Mas treinamentos de dia dia, podem tranquilamente ser adaptado para ambos. Estamos há 2 anos vivendo assim, se tem alguma empresa que ainda não conseguiu encontrar essa formato, aí temos um problema, né?

 

Além de desenvolver colaboradores, outra atribuição do RH é implementar programas de desenvolvimento e acompanhamento das lideranças. Quais são as habilidades que o híbrido demanda de um líder?

O microgerenciamento é algo na minha opinião um problema sério para esse formato, para todos né. Mas quando falamos em híbrido ele fica muito mais aparente. Então aquele líder que está próximo ao time sem fazer micrrogerenciamento, consturindo esse ambiente seguro e principalmente com feedbacks recorrentes, é muito importante para o desenvolvimento de todos. Quando estamos trabalhando distante fisicamente, não conseguimos ver reações, ou aqueles feedbacks mais em real time. Então conseguir construir essa cultura de abertura e proximidade é o mais importante.

Nós adoramos dicas de leitura e conteúdo, Ana Laura (e nossa audiência também). E esse contexto novo, o híbrido, vai nos exigir aprender muitas coisas.. Qual leitura/conteúdo você diria que é indispensável para quem quer se preparar para este novo modelo, e por quê?

Não é um livro que fala exatamente sobre isso, mas sim sobre as diferenças culturais, muitos insights podem ser tirados dele. Estou lendo no momento, The Culture Map por mais que aborde as diferenças culturais no ambiente de trabalho, fala sobre como as pessoas lidam com diferentes temas como feedback, comunicação, os tipos de liderança. Acredito que lidar com pessoas é saber que elas são singulares e que nem sempre o funciona para um vai funcionar para o outro e aí que esses insights aparecem no livro.