Utilizar os conhecimentos gerados ao longo de mais de 15 anos de atuação profissional para um propósito maior: impactar positivamente a carreira de milhares de pessoas. Esse é o objetivo do Ricardo Basaglia, Diretor Geral da Michael Page Brasil, uma das consultorias de recrutamento mais reconhecidas do mundo. 

Por meio das redes sociais e do seu livro de estréia, “Lugar de Potência”, Basaglia compartilha o que aprendeu sobre carreira e liderança nos mais de 10 mil cafés, reuniões de negócios e entrevistas de emprego das quais participou. 

Além de larga experiência na construção de equipes fortes, Basaglia se consolidou como uma das referências em carreira e liderança no Brasil. 

Em seu perfil do Instagram, canal do Youtube e podcast, ele se conecta com mais de 300 mil pessoas diariamente, dividindo aprendizados e técnicas que ajudam a mapear trajetórias profissionais, traçar metas e evoluir na carreira.

E é com essa bagagem e experiência que o headhunter mais acompanhado do país bateu um papo exclusivo com a Conquer e destacou: “liderança não é um cargo, é uma missão. Liderar é ter o apetite para se doar pelo time, para inspirar a todos e para transformar cada pessoa em uma versão melhor”. 

Confira a entrevista completa:

Conquer: No seu livro Lugar de Potência, lançado recentemente, você aborda lições de carreira e liderança aprendidas ao longo de mais de 10 mil entrevistas, cafés e reuniões. A partir da sua experiência, quais são as habilidades essenciais para quem deseja ser líder?

Ricardo Basaglia: Para um líder, sem dúvida nenhuma, uma das principais habilidades essenciais é a escuta ativa. Eu costumo dizer que um líder sem a escuta é como um piloto de avião sem o painel de controle querendo voar somente no feeling. É algo que, definitivamente, não vai dar certo. 

Outra habilidade que um líder precisa dominar é a capacidade de customizar a sua gestão para cada pessoa, lembrando que cada ser humano é único,  com suas ambições, receios e sonhos. E é a partir da escuta que um líder consegue desenvolver uma gestão personalizada e com foco nas pessoas.

Conquer: Segundo uma pesquisa da LEADx, 30% das pessoas trocariam seus líderes por robôs. Na sua opinião, quais são as principais razões pelas quais os líderes falham?

Ricardo Basaglia: Um comentário que muitos gestores fazem com frequência é: “Poxa, estou tão focado no negócio e nos resultados que eu não consigo ter tempo para as pessoas”. Mas o que teria de mais importante na empresa se não as pessoas? 

Então, para mim, um líder que cumpre um papel apenas de cobrar e acompanhar puramente o processo, poderia ser substituído por um robô. Por isso, o que torna um líder humano é como ele inspira e desenvolve as pessoas, como ele cria um bom ambiente e gera conexão com o time.

"O que torna um líder humano é como ele inspira e desenvolve as pessoas, como ele cria um bom ambiente e gera conexão com o time".

Conquer: Em algum momento você percebeu que era um líder robô? O que fez para mudar isso?

Ricardo Basaglia: Eu acredito que o excesso de trabalho, o estresse e a pressão por resultados faz com que todo mundo tenha o desafio de não cair na armadilha de entrar no automático. E quando você entra no automático, definitivamente corre o risco de operar como um robô. 

Essa talvez seja a grande provocação: se você não quer ser substituído por um robô, não aja como um robô. 

Conquer: Ao longo da sua trajetória, você tem selecionado os melhores profissionais para as maiores empresas do país e do mundo. Na sua visão como headhunter, o que faz um profissional ter destaque como líder? 

Ricardo Basaglia: O que eu noto ao longo da minha trajetória, é que não existe uma bala de prata. Não existe um líder que seja eficaz para qualquer tipo de empresa, cultura ou projeto. Existe o que é necessário para aquele momento e, a partir daí, você procura o líder que melhor se encaixa neste cenário. 

É claro que uma pessoa com uma grande habilidade de liderança tem a maior chance de estar apta a novos desafios, mas acredito que o grande ponto é entender o que a empresa precisa e como essa pessoa se encaixa. 

E não falo apenas de habilidades técnicas, falo também de feat cultural e do que aquele líder almeja para a sua carreira e o quanto está disposto a encarar o desafio. Porque é isso que vai fazer foda a diferença.

"Essa talvez seja a grande provocação: se você não quer ser substituído por um robô, não aja como um robô".

Conquer: Como você enxerga um profissional que é muito bom tecnicamente, mas não domina habilidades essencialmente humanas, como: comunicação, empatia, criatividade, trabalho em equipe etc? Qual é a importância dessas habilidades na Nova Economia?

Ricardo Basaglia: Existe uma pesquisa da Michael Page que aponta que 91% dos profissionais são contratados por habilidades técnicas e demitidos por questões comportamentais. 

Então, o profissional entra na empresa por ter experiência na área, boa formação e bons projetos, e é desligado por não se encaixar na equipe, não ter atitude e não ser colaborativo. E o que isso nos indica? 

O primeiro ponto é entender que a falta de uma habilidade socioemocional pode se tornar uma armadilha. Depois, é importante lembrar que qualquer habilidade técnica pode ser potencializada se você desenvolve bem suas soft skills. 

E a partir daí é reconhecer que, se você é muito bom tecnicamente, mas não domina as outras habilidades, vai sempre depender de alguém que faça a conexão entre seu conhecimento técnico e a demanda da empresa. E isso é colocar o seu futuro e os próximos passos da sua carreira nas mãos de outra pessoa, o que não é o ideal.

Conquer: Para finalizar, qual o seu melhor conselho para quem deseja ser um líder acima da média?

Ricardo Basaglia: Minha recomendação final é lembrar que uma liderança não é um cargo, é uma missão. Liderar é ter o apetite para se doar pelo time, para inspirar a todos e para transformar cada pessoa em uma versão melhor 

Isso é muito bonito na teoria, mas na prática significa se despir de vaidade, ter uma escuta ativa e um interesse genuíno pelas pessoas. Só a partir disso é que você vai ter a certeza de que está construindo um legado, muito mais do que apenas entregando resultados. 

"Liderança não é um cargo, é uma missão".

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