É possível que você já tenha se deparado ou até mesmo se identifique com um perfil de liderança que mantém uma postura de controle e vigilância, não confia plenamente no seu time e assume posições de protagonista em todas as entregas e projetos.

Essas características são comuns a quem chamamos de líder herói

Mesmo que ainda seja valorizado pelas empresas, esse perfil de liderança não cabe em um mercado de trabalho cada vez mais colaborativo e horizontal. Para isso, é fundamental que líderes desenvolvam habilidades como empatia, vulnerabilidade, colaboração e eficiência

Nos dias 5, 6 e 7 de abril, teremos o Conquer Summit de Liderança - Não Seja um Líder Herói. Neste evento 100% online e gratuito, líderes de peso do mercado, que lideram times em empresas como Philip Morris, Mondelez, Grupo Boticário, RD Station, Octa e Espaçolaser, compartilharão conteúdos de altíssimo nível para transformar a sua visão sobre liderança. 

Entre os convidados, teremos: Isabella Wanderley, Ex-VP de Desenvolvimento de Novos Canais do Grupo Boticário, Paulo Morais, CEO na Espaçolaser, Arthur Rufino, CEO na Octa, Ricardo Gritsch, Head Of Marketing Communications na Philip Morris, Ana Costa, Head de Employee Experience na Mondelēz International e André Siqueira, Cofundador da RD Station. Confira os principais insights do Conquer Summit de Liderança:

No primeiro webinar do Conquer Summit de Liderança, Isabella Wanderley, Consultora C-level e EX-VP de Desenvolvimento de Canais do Grupo Boticário, e o Paulo Morais, CEO na Espaçolaser, conversaram sobre “Como liderar e motivar diferentes gerações e perfis profissionais”. 

Hendel Favarin, Cofundador da Conquer, e Aline Nesi, Head de Liderança e Grow Your Business da Conquer e CHRO na Leads2b, intermediaram a conversa.

Você pode conferir a apresentação em PDF clicando aqui e aqui as ferramentas práticas

Diferentes gerações no mercado de trabalho

Uma pesquisa da ASDT Workforce Development mostrou que 1 em cada 3 funcionários admite que a empresa gasta pelo menos 5 horas de trabalho por semana em conflitos entre gerações. A perda de produtividade chega a 12%.

Além disso, 80% dos profissionais afirmam que suas empresas não têm um programa ou estratégia definidos para lidar com as diferentes gerações. 

A verdade é que os conflitos entre as gerações sempre aconteceram. Neste cenário em que 4 gerações se encontram no mercado de trabalho, as lideranças têm um papel fundamental de unir todos em direção ao mesmo objetivo. É preciso olhar para o líder, afinal, 70% do engajamento é resultado do líder, portanto, ele é determinante para os resultados do seu time. 

E em um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e em constante transformação que é formado por baby boomers, geração X, geração Y e geração Z, o líder deve saber como engajar e motivar cada um de seus liderados, independentemente de suas gerações. 

Liderar a si para então poder liderar o outro

Existem muitos desafios na tarefa de liderar e motivar diferentes gerações e perfis. Mas o princípio básico de uma boa liderança começa com o próprio líder: trata-se da autoliderança e do autoconhecimento

É importante que o líder se conheça, entenda qual é o seu estilo de liderança e seus pontos fortes e fracos, para que ele consiga motivar, engajar, liderar de forma eficiente independentemente da geração ou do perfil. 

O primeiro passo é entender que não existe um modelo único de liderança ou mesmo um perfil de liderança. Diferentes personalidades podem ser boas lideranças, e, para isso, é fundamental entender qual é o seu estilo de liderança e identificar seus pontos fortes, e assim não forçar um estilo de liderança que não é o seu genuinamente. 

Além disso, o líder deve ser o representante do propósito da organização. Caso ele não seja, levar sua equipe adiante e motivá-la se torna um trabalho cada vez mais árduo. A liderança se enfraquece quando não se vive o propósito na prática, portanto, é fundamental que o líder questione se a empresa vive seu propósito para que, assim, consiga transmiti-lo para sua equipe. 

Gostar e entender de pessoas é fundamental para liderar o outro. Para isso, o líder deve conhecer sua equipe e cada um dos seus liderados, conhecer suas qualidades e suas dificuldades para assim criar conexões cada vez mais reais entre eles. 

Gerenciamento de conflitos entre gerações e cultura de colaboração

Atualmente, o mercado já conta com a presença de 4 gerações. E, em poucos anos, a composição dele vai se transformar ainda mais. Uma pesquisa do Itaú mostrou que os millennials já representam 50% da força de trabalho e, em 10 anos, 7 em cada 10 profissionais serão dessa geração.

E para entender as particularidades de cada geração com empatia, gerenciar possíveis conflitos e inseri-las em uma cultura de colaboração, o líder deve entender a importância da diversidade. Com pessoas de diferentes gerações e perfis profissionais, que têm percepções e valores diferentes, a companhia torna-se mais produtiva. 

Nesse sentido, o líder tem que considerar que as pessoas são diferentes, entender quais qualidades e habilidades podem criar resultados cada vez melhores. 

Além disso, é importante que o líder identifique aquilo que une as pessoas de diferentes perfis. Na gestão de equipe diversas, o líder precisa observar se existe alinhamento nos valores e no propósito. 

Ao criar esse alinhamento e deixá-lo claro para o time, cabe à liderança desenvolver confiança e um espaço protegido para sua equipe: deixar o outro falar e se expressar, promover discussões de maneira saudável e promover a abertura para relações de confiança. 

Gestão da diversidade e incentivo à inovação

Para manter times diversos trabalhando de forma coesa, colaborativa, o líder precisa ter não só sensibilidade mas também visão estratégica para conseguir unir todos no mesmo objetivo e propósito. De acordo com uma pesquisa da consultoria McKinsey, empresas que apostam pesado na diversidade cultural chegam a ser até 33% mais lucrativas do que as companhias que não estimulam a diversidade entre os times. 

O primeiro passo é o líder assumir seus erros, reconhecendo-os e corrigindo-os com velocidade. A falta dessa postura é muito prejudicial para a inovação não apenas para a liderança, mas para toda a equipe, que não se sente confortável para errar. A regra continua válida: o erro bem intencionado faz parte do processo da inovação

As empresas precisam ser diversas. Na prática, equipes diversas trazem ótimos resultados e têm a capacidade de perceber coisas que líderes sozinhos não conseguiriam identificar. E o líder de equipes diversas deve estar aberto para escutar e fazer perguntas, já que cada liderado tem um modelo mental diferente, e por isso a comunicação precisa ser assertiva e clara, deixando tudo mais explícito. 

Além disso, tomar uma decisão coletiva, construída a várias mãos, vai tornar a liderança mais eficiente e deixar o time mais engajado. Nesse sentido, as lideranças devem envolver mais pessoas nos processos, identificar os pontos fortes de cada um de seus liderados e, dessa maneira, trazer mais assertividade às decisões do time. 

Liderança para jovens em início de carreira

Jovens em início de carreira, que têm expectativa de evolução muito rápida, tendem a apresentar mais ansiedade para o crescimento em suas carreiras. O mundo se passa em uma velocidade muito rápida e eles associam que essa mesma velocidade se aplica à construção de sua trajetória profissional. É natural que a construção seja diferente: a carreira será construída ao longo da vida, sendo um processo de construção passo a passo.

Enquanto líder dessas gerações mais jovens, é importante ser transparente e alinhar expectativas, falar das possibilidades e como buscá-las, e demonstrar como é possível oferecer suporte nesse processo. 

Como se preparar para ser um líder que lidera diferentes gerações?

Os líderes precisam ter paciência e entender que essa jornada é um processo, não se dá do dia para a noite, e que os fortalecem enquanto seres humanos. Muito do que se aprende trabalhando com equipes diversas acaba mudando a visão de mundo e a atitude com as pessoas ao seu redor.

E o líder deve estar sempre preparado e disposto a ouvir. Conhecer as pessoas de verdade é ir além: ao tratar de perfis diferentes, é fundamental saber quais são cada um deles, como eles se manifestam nas suas equipes e quais são os pontos fortes de cada um de seus liderados. 

3 hacks para liderar e motivar diferentes gerações e perfis profissionais

  1. Lidere a si mesmo: invista em si mesmo, conheça a si mesmo, lidere a si mesmo para depois liderar o outro. 
  2. Conheça de verdade os seus liderados: saiba o que faz o olho de cada um brilhar. Para isso, marque conversas com cada um deles e faça perguntas para além da rotina de trabalho. Aqui estão duas sugestões de perguntas para iniciar um bate-papo com seus liderados:
    • Qual foi o momento mais difícil da sua vida?
    • Qual foi o momento mais feliz da sua vida?
  3. Escute mais e deduza menos: utilize a Técnica dos 3Cs em diálogos com suas equipes:
    • Continuar: o que está funcionando e pode continuar sendo feito? 
    • Cessar: o que deve ser interrompido e que não é adequado para continuar?
    • Começar: o que precisa ser feito imediatamente?

Facilitação visual :: dia 1

Confira o resumo do primeiro dia do Conquer Summit de Liderança feito pela Márcia Sakamoto nesta facilitação visual:

Dia 2 :: Gestão do tempo para líderes: como tornar sua rotina mais estratégica

No segundo dia do Conquer Summit de Liderança, Arthur Rufino, CEO da Octa, e Ricardo Gritsch, Head of Marketing Communications na Philip Morris, participaram do webinar “Gestão do tempo para líderes: como tornar sua rotina mais estratégica”. A conversa também teve a participação de Hendel Favarin, Cofundador da Conquer, e Aline Nesi, Head de Liderança e Grow Your Business da Conquer e CHRO na Leads2b.

Para conferir a apresentação em PDF é só clicar neste link. E para acessar as ferramentas práticas, clique aqui.

Equilíbrio entre a vida pessoal e profissional

Uma pesquisa da Censo Agências investigou quais são as principais dificuldades de gestão interna. O resultado aponta para a necessidade de uma melhor gestão do tempo para as lideranças: para 44% dos líderes, o desafio está em definir e organizar processos; para 17% são as entregas e prazos e, por fim, 15% têm dificuldade em conduzir e manter a produtividade da equipe. 

Para gerenciar as entregas da equipe, o líder precisa saber gerenciar o próprio tempo e a própria atenção. E para fazer isso, ele precisa de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. 

Uma dica prática para isso é colocar todos os compromissos na agenda, independentemente de serem do trabalho ou da vida pessoal. Afinal, o líder não-herói sabe que não é possível fazer essa separação entre Pessoa Jurídica e Pessoa Física. 

Assim, reuniões e entregas importantes estarão na sua agenda ao lado de compromissos com os filhos e de cuidado com a sua saúde física e mental. Todas essas tarefas devem ter a mesma relevância. Lembre-se de que abrir mão de algo significa que aquilo não é prioridade para você. A dica é escolher com cuidado quais compromissos você vai dispensar.

Essas concessões feitas pelo líder para equilibrar a vida pessoal e profissional também devem ser estimuladas entre o time. Como 58% da performance profissional está relacionada à Inteligência Emocional, essa é uma iniciativa que impacta positivamente na produtividade do time e nos resultados dos negócios.

Menos refação, mais desenvolvimento do time

A mesma pesquisa da Censo Agências revelou também que, do total de trabalhos realizados, 50% sofrem alterações não previstas, ou seja, refações. Esse é um desafio dos líderes que ainda atuam com microgerenciamento, sem dar espaço para o liderado ter autonomia.

O segredo para otimizar o trabalho, garantir uma entrega bem feita e desenvolver o colaborador está na comunicação clara de objetivos. Tão importante quanto comunicar o que deve ser feito é explicar a lógica por trás de uma tarefa. Se o seu liderado entende o raciocínio que te leva a ter determinada ação, ele aprende a executá-la - e pode até encontrar melhorias no processo.

Quer uma dica? Quando o seu colaborador te pedir uma opinião ou sugestão, antes de dar a resposta, pergunte “o que você faria?”. E atenção: esteja aberto para escutar a opinião das outras pessoas. Se você não concordar com ela, explique o porquê. O importante é criar uma cultura de abertura e inovação.

Se você, líder, quer que o time tome decisões parecidas com o que você acredita, ensine, mostre o caminho e reforce que, nesse caminho, não há problema em errar. Pelo contrário: é essa a ferramenta para fazer os ajustes necessários, aprender e seguir em frente. Quando o time tem medo de errar, ele deixa de experimentar e sugerir coisas diferentes e inovadoras.

A mesma lógica serve para apresentar novas ideias e processos. Alguns líderes tendem a gerar ansiedade no time quando querem fazer transformações. Para que isso não aconteça com você, comece deixando claro o objetivo da tomada de decisão - ou da disrupção - e comunique isso com muito respeito ao legado (da empresa ou do time) que foi construído até então.

Como delegar tarefas?

Um dos motivos para líderes terem dificuldade em delegar tarefas da forma correta está no histórico profissional: no trajeto até a liderança, esses profissionais estavam acostumados a colocar a mão na massa, executar tarefas. É normal, ao assumir o papel de líder, ficar confuso entre a responsabilidade que você tinha até então e as que surgem nessa nova etapa da carreira. 

Por isso, é preciso desapegar do papel anterior. Líder, agora a sua missão é pensar e planejar. Você precisa desenvolver  o potencial de estimular os  seus liderados a fazer entregas excelentes.

Confie que seu time consegue fazer isso e dê a direção. Mostre onde vocês precisam chegar. Dessa forma, além de vocês atingirem os objetivos, você terá dado a cada colaborador a oportunidade de trabalhar com autonomia e resiliência. As chances disso voltar para a equipe na forma de criatividade e inovação são altas!

O que pode ser delegado?

Quanto mais o time se desenvolve, mais ele pode assumir responsabilidades que antes estavam só com o líder. Esse é um dos resultados de uma delegação assertiva e estratégica.

Para decidir o que pode ser delegado ou não, pense se as decisões tomadas pelo time são reversíveis ou irreversíveis. Se elas não gerarem prejuízo (ou se o prejuízo gerado for recuperável), vale a pena empoderar a equipe e fomentar a experimentação e a inovação.

Gestão de tempo com apoio da tecnologia

Uma pesquisa da OWL Labs identificou que apenas 38% dos funcionários e 15% dos líderes receberam algum treinamento sobre como lidar com o trabalho remoto. Isso também está relacionado às ferramentas que podem auxiliar na gestão do tempo. 

Para otimizar o aprendizado, aposte em ferramentas que já fazem parte da sua rotina. Uma saída pode ser usar mais os recursos que sua plataforma de e-mail oferece. O importante é encontrar os recursos mais compatíveis com a forma de organização que já funciona para você e para o time.

Além disso, é preciso criar um ambiente de trabalho que favoreça a sua atenção. Tire as distrações e, o mais importante: tenha foco em uma coisa só. Trabalhar acompanhando as redes sociais ou o noticiário te faz perder a produtividade, além de gerar estresse.

É preciso ter tempo para o bem-estar

A pandemia e o isolamento social reforçaram a importância da inteligência emocional e do cuidado com a saúde mental. De acordo com a OMS, o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas do mundo, com 9,3% da população sofrendo com ansiedade. 

É importante que o líder insira momentos de descompressão na rotina do time. Mostre para os liderados a importância de ter equilíbrio emocional e incentive que cada um encontre a sua forma de desenvolver essa inteligência. Pode ser com terapia, meditação, em momentos para relaxar sozinho, viajando, praticando atividades físicas e também em reuniões descontraídas no trabalho.

Esse espaço na rotina do colaborador evita que ele se sobrecarregue com preocupações e perca a relação de propósito com a empresa. Lembre-se: o objetivo final é sempre a felicidade. 

O líder que promove o bem-estar está próximo do time e procura saber o que motiva cada colaborador. Por isso, dê abertura e se mostre disponível também para que seus colaboradores saibam que podem falar com você quando não estiver tudo bem. Isso também é segurança psicológica.

Gerir o tempo é priorizar demandas

E como fazer isso quando mais de um departamento está exigindo atenção? O segredo, mais uma vez, está na comunicação. É fundamental que todos os times saibam dos objetivos comuns e individuais. Quando o líder esclarece isso, a rivalidade entre os departamentos deixa de existir e dá lugar à colaboração

3 hacks para fazer uma boa gestão de tempo

1. Faça uma auditoria do seu tempo: liste todas as atividades que você está fazendo na sua semana e o número de horas dedicado a essas atividades. Depois, faça as seguintes perguntas:

  • O modo como uso meu tempo é adequado às minhas principais prioridades?
  • O uso do meu tempo se alinha com as principais prioridades do negócio?

(se você não sabe a clareza do negócio, converse com o seu líder)

2. Defina visão e prioridades: identifique quais ações terão mais impacto nos seus resultados. 

  • Liste suas prioridades (coloque de 3 a 5 no máximo. Mais que isso, você perderá o foco)
  • Estabeleça uma frequência para alinhar a sua visão e principais prioridades com seus liderados.

3. Para dar adeus à postura de líder herói, delegue!

Imagine que tudo o que você precisa delegar é como um abacaxi que precisa ser descascado. Então siga os passo:

  • Primeiro, o abacaxi é descascado pelo líder;
  • Depois, o líder mostra o passo a passo para descascar o abacaxi aos liderados;
  • Então o líder passa o abacaxi para o liderado, que vai descascá-lo com orientações e acompanhamento do líder;
  • Por fim, o liderado entrega o abacaxi descascado para o líder. 

Dica: se você consegue riscar algo da sua lista de tarefas com a consciência limpa, significa que você conseguiu delegar!

Facilitação visual :: dia 2

Dia 3 :: Vulnerabilidade e liderança: humanizando as relações

Para encerrar o Conquer Summit de Liderança, o webinar “Vulnerabilidade e liderança: humanizando as relações” teve a participação de Ana Costa, Head de Employee Experience na Mondelēz Internacional, e André Siqueira, Cofundador RD Station, além da intermediação de Hendel Favarin, Cofundador Conquer, e Aline Nesi, Head de Liderança e Grow Your Business da Conquer e CHRO na Leads2b.

Você pode conferir a apresentação em PDF do terceiro dia clicando aqui e as ferramentas práticas, aqui.

O que é ser um líder vulnerável?

Vulnerabilidade é algo que experimentamos em momentos de incerteza, mas não é fraqueza. Na verdade, é preciso muita coragem para mostrar as imperfeições.

Já está claro que um dos segredos para deixar de ser líder herói é sair da armadura pesada que é o perfeccionismo, expor seus pontos fracos e seu lado humano, se apresentar como aprendiz, pedir ajuda e também estar atento às emoções da equipe. 

Com isso, o líder é capaz de criar conexões emocionais fortes e duradouras, fundamentais para uma liderança eficiente. Ao mostrar suas vulnerabilidades, ele também abre portas para a inovação e a criatividade, uma vez que a maior barreira para as novas ideias é o medo de ser diminuído e de fracassar.

Líder, você não precisa ter resposta para tudo. A sua missão é desenvolver o seu time para que ele tenha autonomia para encontrar as respostas sozinho. Para isso, é fundamental humanizar as relações de trabalho e trazer vulnerabilidade para o time. 

Um time que abraça sua vulnerabilidade tem mais coragem de perguntar e, assim, aprende mais sobre suas funções. Ou seja, são essas equipes que conseguem mais informações para construir mais resultados e gerar inovação.

O que fazer para ser um líder vulnerável?

Além de você mesmo fazer uma autoanálise, peça feedbacks! Crie um momento com seus liderados para ouvir o que eles estão achando do seu trabalho, como estão se sentindo na equipe e também na empresa. Nesse momento, pode até surgir um desconforto, mas é normal, porque você está iniciando algo novo. O importante é continuar praticando para que isso se transforme em hábito.

Use a vulnerabilidade a seu favor

A vulnerabilidade acontece quando o líder lidera a si mesmo, conhece suas forças e fraquezas e entende como construir melhorias a partir delas. 

Ser vulnerável ajuda o líder a admitir que não tem resposta para tudo, porém isso não anula sua responsabilidade de encontrar soluções, inspirar o time e pensar em formas de fazer diferente.

O líder precisa criar um cenário para que a mudança aconteça, e não colocar a vulnerabilidade como um motivo para desacelerar ou até mesmo paralisar. Mais do que estar no mesmo barco, a vulnerabilidade mostra que as pessoas estão remando juntas.

Para isso, entenda suas vulnerabilidades e as do time e perceba como é possível construir outros caminhos para minimizar riscos. Algumas opções são organizar entregas em pares que se complementam, fazer mentoria ou então repassar a demanda para outro time.

Vulnerabilidade = segurança

Você já trabalhou num lugar em que o gestor repreende o funcionário em público e faz críticas na frente de todos? Às vezes os próprios colaboradores fazem piadas e comentários humilhantes sobre alguns colegas. Nesses ambientes, predomina a “cultura da culpa”, como se ela sempre tivesse que  ser assumida ou colocada em alguém. Não há espaço para vulnerabilidade.

Para combater realidades como essa, é preciso garantir a conexão, fator importante de retenção do time. E você, líder, pode usar algumas ferramentas para isso:

  • Reconhecimento: valorize as pessoas que estão se expondo, encoraje mais colaboradores a falar e elogie times que têm iniciativa. Saiba diferenciar erros que acontecem por descuido dos que aparecem na tentativa de fazer diferente.
  • Escuta ativa: direcione sua atenção à voz da outra pessoa que está falando, sem ouvir os seus próprios diálogos internos.
  • Empatia: afaste-se do seu próprio julgamento e reconheça a emoção do outro. Isso tira o foco do erro e da culpa e encoraja as pessoas a assumirem sua responsabilidade.
  • Exemplo: além de mostrar a sua vulnerabilidade, é importante estar aberto para descobrir vulnerabilidades que você ainda não percebeu. Invista em autoconhecimento, peça feedbacks e compartilhe isso de uma forma construtiva.

O que você pode fazer agora para aprimorar sua liderança? Faça o diagnóstico e descubra.

Atitudes para ser um líder vulnerável, criar conexão com o time e gerar engajamento e resultado

  • Pedir ajuda;
  • Tomar decisões compartilhadas;
  • Pedir feedback;
  • Não condenar o erro, mas sim valorizá-lo como aprendizado;
  • Compartilhar os seus erros e aprendizados a partir deles;
  • Pedir desculpas e dizer "obrigado";
  • Dizer "bom dia" e "boa noite";
  • Se interessar genuinamente e se importar com os seus liderados através de uma escuta com tempo de qualidade;
  • Abrir espaço para momentos informais nas reuniões com o time. Experimente fazer alguma das práticas abaixo:
  1. Falar sobre a pessoa que mais te inspira e por que; 
  2. Contar a decisão mais difícil que você já precisou tomar; 
  3. Revelar algo que você gostaria que os outros soubessem sobre você; 
  4. Conte sua história!
  5. Compartilhe falhas e aprendizados; 
  6. Abra espaço para o time compartilhar e participar dessas práticas também.

A vulnerabilidade gera resultados

Ser vulnerável não faz com que a pessoa abra mão da liderança, muito menos perca o foco dos resultados. Pelo contrário, esse acolhimento é um motivador para que ela produza mais e se sinta mais conectada a si mesma, ao time e ao propósito da empresa.

Times de alta performance sabem lidar com o desconforto de olhar para as próprias vulnerabilidades. Mais do que isso, eles aprendem com elas e as transformam numa forma de gerar crescimento e resultado.

A condução do líder é determinante para a construção desse time. Cuide com os conteúdos que você traz para o seu time. Eles cumprem o papel de gerar conexão e encorajar o time a fazer o mesmo? 

Por fim, lembre-se: um líder vulnerável não é “bonzinho” e não precisa aceitar qualquer resultado. É essencial que exista um alinhamento de expectativas para que o time saiba onde precisa chegar. A diferença é que a vulnerabilidade ajuda a desafiar as pessoas de forma suave e acolhedora. 

3 hacks para ser um líder vulnerável e usar a vulnerabilidade a seu favor

  1. Mostre quem é você de verdade
  • Se apresente para seu time, suas forças e vulnerabilidades; 
  • Conte sua história e sua trajetória, sem ressalvas; 
  • Mostre que o importante é aprender com a vulnerabilidade.
  1. Diante de dificuldades ou de uma decisão importante, pergunte-se:
  • Eu preciso mesmo resolver isso sozinho? 
  • Como buscar ajuda? 

Talvez seja a hora de encontrar informações com o time. Elas são poderosas e inclusive ajudam a encontrar colaboradores com potencial de desenvolvimento.

  1. O erro é um fato. Como aprender com ele?
  • Não perca tempo buscando culpados, gaste energia com a solução;
  • Exponha os erros. Livrar-se desse tabu é o primeiro passo para olhar para as situações com leveza e aprender com elas.

Facilitação visual :: dia 3

Formação e Especialização em Liderança e Gestão de Pessoas

Que aprender mais e desenvolver e atualizar sua liderança? A formação e a especialização em Liderança e Gestão de Pessoas da Conquer preparam os líderes para superar desafios e formar times de alto desempenho, sempre com a nossa metodologia mão na massa e professores que são referência no mercado.

Saiba mais e descubra qual é o próximo passo da sua carreira.