O modelo híbrido de trabalho - realidade em muitas empresas - é apontado como tendência para 2022. Com ele, alguns desafios entram na pauta de C-Level, líderes, e departamentos de RHs. Além de questões relacionadas à produtividade, formação e desenvolvimento de pessoas, os processos tradicionais passam a receber mais atenção - e devem ser replanejados

Recrutamento, seleção, retenção, cultura, pacote de benefícios… tudo isso entra para a lista de desafios e adaptações do RH na gestão híbrida. E, a palavra de ordem é flexibilidade. 

Em pesquisa realizada pela Willis Towers Watson, 74% dos empregadores afirmam que planejam diferenciar seus benefícios para atender necessidades específicas dos funcionários nos próximos dois anos. O pacote de benefícios, antes apenas uma obrigação legal, passa a ocupar um lugar estratégico nas empresas. 

Então, este seria o fim dos benefícios tradicionais, como Vale-Transporte e Vale-Refeição?

Na verdade, não é bem assim. O Vale-Transporte é um benefício obrigatório desde a década de 1980. Já o Vale-Refeição, a obrigatoriedade varia de acordo com o contrato de trabalho e convenções coletivas. 

O que muda, no entanto, é a importância que o pacote de benefícios tem na tomada de decisão do candidato -  quanto a aceitar uma proposta - e do colaborador - quanto a permanecer em uma empresa. 

O pacote de benefícios tradicional, que se resume em Vale-Transporte, Vale-Alimentação e, às vezes, Plano de Saúde, já não é mais atrativo no modelo híbrido de trabalho. 

A Aline Souza, do time de Gente e Gestão na Conquer, nos contou que, cada vez mais, os candidatos têm buscado por mais flexibilidade dentro das empresas, demonstrando isso desde o processo seletivo. 

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Benefícios flexíveis: mais personalização e bem-estar

A implementação acelerada do home-office provocada pelo início da pandemia da Covid-19, ressignificou as relações entre empresa e funcionário, e antecipou algumas mudanças. O bem-estar corporativo, muitas vezes em segundo plano dentro das empresas, passou a ocupar espaço privilegiado na pauta dos RHs que buscam diferenciação e atração de bons talentos. 

Vamos analisar os cenários abaixo. 

Um candidato recebeu as duas cartas-propostas, de diferentes empresas. Qual delas você considera mais atrativa? 

Além da flexibilidade, a personalização ganha espaço. Benefícios relacionados à saúde física, mental, cultura e qualidade de vida passam a ser também uma contribuição da empresa com o funcionário e sua família, aumentando os laços de pertencimento e engajamento. 

Ainda segundo a Willis Towers Watson, 6 a cada 10 empregadores apontam o bem-estar como prioridade entre os novos benefícios a serem implementados. Isso representa a nova forma que as empresas estão olhando para seus funcionários. 

Para a Aline Souza, quando as organizações compreendem as necessidades do cliente interno, e conseguem propor soluções de acordo com o perfil do colaborador, a jornada torna-se mais satisfatória. Os reflexos são percebidos na produtividade, engajamento com a cultura da empresa e no aumento do senso de pertencimento. 

A escolha por um pacote de benefícios flexíveis não impacta no valor financeiro que a empresa já investe. Mas, dá ao colaborador poder de decisão para escolher o que faz mais sentido em sua rotina - de forma flexível e personalizada. 

#MãoNaMassa

E, para fecharmos, vamos fazer um mão-na-massa.

Ninguém melhor que seus funcionários saberão o que mais faz sentido para eles em um pacote de benefícios. 

- Converse com as equipes da empresa;

- Crie uma pesquisa de satisfação, utilizando uma ferramenta como formulário do Google para entender a opinião deles sobre o pacote de benefícios atual;

- Deixe um campo aberto para sugestões de novos benefícios;

- Compartilhe os resultados e implemente mudanças.

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